Amor ?

segunda-feira, 12 de abril de 2010 | 3 Comentários

Aqui estou eu tirando a poeira do meu livro de memórias e ao menos tentando pôr os sentimentos em ordem. Na procura incasável de uma nova e única inspiração para os textos, poemas, reflexões. Mas não estou aqui para lhes falar de reis e castelos, princesas e maldições. Não estou aqui para os fazer gastar o tempo lendo uma vida que em partes se resume em um contos de fadas, na qual insisto inutilmente pôr aqui. Não, meus queridos Pierrots & Colombinas. Lhes dou a minha presença apenas para me expressar sobre uma emoção um tanto quanto desvalorizada, nomeada na língua portuguesa por amor.

Pode parecer clichê. Na verdade, é clichê. Pois imagine: Uma escritora adolescente resolvendo dar as caras durante um período logo de tempo - de certo modo - os sussurrando sermões de amor. Mas pense também em meu lado: A dias não pego um lápis e papel para contar os meus acontecimentos rotineiros e monótonos. Mais cedo ou mais tarde a crise de abstinência hei de baixar em minha consciência.

Então, os confesso que nessas horas livres de meus dias me peguei diversas vezes matucando em minha mente o que seria o amor. Não o amor generalizado, vulgarizado. Mas o que isso significava para mim. Creio que seja quando você olha o próprio reflexo no espelho e não se vê ali; Quando todos os sorrisos lhe lembram memórias antes esquecidas ou não descobertas, quando todos os abraços parecem os mesmos ou quando sua pele anseia pela sensação de arrepio por ter certas impressões digitais cravadas nesta.

Nestes mesmos minutos divagando, percebi também que deixei muito o lado sentimental de lado e pus a tomar decisões somente com o cérebro. Não percebi sensações próprias que antes e até mesmo agora consigo ler bem ao analisar as reações sub-conscientes de terceiros. E acho que essa realização de auto-conhecimento se dá principalmente ao fato de eu ter me reservado um tempo livre nesses dias conturbados para ler cartas e declarações antigas de amigos e parentes.

Apesar do aperto no peito, evitar um sorriso não era lá uma das minhas opções. Muitos daqueles que me diziam "Amo você" já não estão mais ao meu lado. O felizes para sempre naqueles pedaços de papel repletos de sentimentos já esquecidos só durou um curto instante. É triste pensar que todos são capazes de viver sem depender de ninguém, quando este quer. Entretando, o bom disso tudo é que pinta aquela saudade gostosa daquele verão inesquecível, daquelas brincadeiras insanas e daqueles sorrisos marcantes. E a melhor parte disso tudo é refletir que mesmo que tenha sido quase que imperceptível, você deixou tais marcas em outros. Um dia quem sabe eles não se lembrem com carinho, também?

Pois bem, agora cá entre nós caro leitor; Só para encerrar, um pequeno segredo: Não importa qual seja o motivo, qual seja a ação, qual seja o momento. Se você está esperando um sinal, aqui está a sua chance. Não hesite, faça.

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